Com a Palavra

Existe vida offline: para fugir da pressão da rotina

Nosso colunista Heitor Cabral propõe uma reflexão a respeito das aflições sobre o futuro e os fantasmas do passado, e sobre a importância de curtir o presente, principalmente de forma “offline”.

Estava eu numa manhã pensando no que faria daqui a 6 meses, sem talvez me questionar sobre o que estava fazendo naquele exato momento. Reflexo do presente, o futuro tem dessas de nos fazer remexer as estruturas cerebrais, batidas cardíacas e acelerar os pensamentos mais medrosos e maravilhosos ao mesmo tempo, quase juntos, tão opostos e profundos.

Quando percebi, eu estava mais lá do que gostaria, nessa cortina do amanhã que a cada segundo se abre, e toda vez que voltava meus pensamentos para mudar de rotação, eles invadiam um ontem que também foi importante, mas agora já não é mais o tal do presente.

Perdemos o brilho, a coragem e até a vontade e nem conseguimos diagnosticar como, onde, quando e por quê? Quem matou nossos sonhos? Onde foi parar a caravana do sucesso? Entre idas e vindas, buscando aqui, financiamento acolá, o tempo não para e nossos sonhos as vezes sim.

Talvez a falta de tempo ainda vai te fazer parar por livre e espontânea pressão. Na sociedade do selfie e financiamento coletivo, do digital influencer ao masterchef estamos vivendo uma sombra de nós mesmos, na corrida frenética da produção e numa busca cada vez menor da evolução.

Existe vida offline! Existem sorrisos ao vivo, amarelados pós café, cheios de verdades e questionamentos, loucos por uma troca intensa de energia, experiência, compreensão e afeto.

Todo avanço tecnológico é feito para transformar a vida das pessoas, aproximar, facilitar e reconstruir. Não esqueça que você tem algo tão incrível dentro de você que nenhuma mídia social do mundo será capaz de apagar ou camuflar quem es tu de verdade.

Deixa a dúvida fluir, o amigo brindar, a música marcar, o porre apagar, deixa viver e brotar o que está acampado dentro de você. O mundão está louco pra ouvir e ver seus sonhos e anseios. Nunca permita que suas ideias fiquem aprisionadas!

Heitor Cabral
Articulador cultural

Post anterior

O guará e a usina: cenário peculiar de Cubatão

Próximo post

Onde beber gin-tônica em Santos: bares que servem o drink do momento

O Autor

Colunista Convidado

Colunista Convidado

Sem Comentários

Deixa uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *