Concierge: Bruno Reis

Dia Mundial dos Animais

bruno-reis-revista-novePoucos conseguem, ao passar por uma feira de adoção de pets, manterem-se imóveis a tanta fofura. Além disso, quem disser que, após denúncias de maus tratos animais, segue a vida sem emitir, no mínimo, um esbravejo em prol deles, deve estar mentindo.

Mas, se praticamente todos, numa hipotética audiência onde o réu fosse o homem e a vítima um cachorro ou gato, iriam em defesa dos de quatro patas, por que apenas 1% – ou menos – da população brasileira é vegana, conforme apontou recentemente Lucas Alvarenga, vice-presidente da Mercy For Animals Brasil, em sua palestra durante o VI Congresso Vegetariano Brasileiro? E, em tempo, o que é veganismo mesmo?

Veganos são aqueles que não consomem carnes (frango e peixe também são carnes), leite, ovos, mel e seus derivados. Além disso, não utilizam couro, lã, seda e outros provenientes deles, tanto quanto não consomem produtos de higiene, cosméticos etc que sejam testados ou tenham, em sua fórmula, partes animais. E, para finalizar, os veganos não endossam o uso de animais como meio de transporte e para fins de entrenimento, em parques aquáticos, por exemplo. Parece ser difícil ser vegano? Não é não!

O fato é que, desde que o homem é homem e, após ter descoberto o fogo, criado ferramentas para caçar e deixado as cavernas que o mantinham seguro – não necessariamente nesta ordem -, sentiu-se empoderado e, progressivamente, superior aos outros seres vivos, submetendo animais (em geral os tidos como selvagens) – e, claro, também outros homens mais “fracos” – ao seu prazer, julgamento e subserviência.

Mas por quê? Porque, quando “era” selvagem – o homem – e mesmo hoje em dia não atribui aos animais o status moral que adjudica aos outros homens parecidos com ele. Entre muitas razões, por acreditar que eles – os bichos – são menos inteligentes, capazes, sensíveis e, em síntese, importantes. Em outras palavras, a herança cultural humana prevê que os animais estão neste planeta para nos favorecer e, quando elegemos, em geral, cachorros, gatos e pássaros como de estimação, pragmaticamente agradamos a nós próprios com “aquilo” que acreditamos que nos trará benéfices, acalanto, baixo risco e gratidão perene.

Em 1º de outubro celebrou-se o Dia do Vegetarianismo e, hoje, 4, o Dia Mundial dos Animais. Este texto serve, então, não como uma proclamação da abolição animal, afinal, mudar a opinião de mais de 99% da população parece inalcançável mesmo a longo prazo. Este ensaio prevê, contrariamente e humildemente, dar voz àqueles que não falam a nossa língua, mas, assim como nós, são inteligentes, amam e sentem dor, ainda que, neste último caso, pouco ou nada possam fazer a respeito.

Mas o homem não cresceu, fisicamente e intelectualmente, quando passou a consumir carnes? Também! Também? Sim.

No passado, a oferta de alimento vegetal capaz de oferecer nutrientes exigiria de nós mais conhecimento e disponibilidade que seríamos capazes de alcançar. Sendo assim, a carne serviu ao desenvolvimento humano pela capacidade de reunir, em um único pedaço de bicho, nutrientes à manutenção do corpo e do cérebro humano.

Hoje em dia, no entanto, é absolutamente desnecessário o consumo dela quando há infinitos e seguros dados sobre nutrição e locais onde adquirir tais suprimentos. O mais simples – e barato – deles: a feira livre. Com uma vantagem elementar aos animais: livra-os da dor. E a nós: reduzimos a chance de termos inúmeras doenças causadas pela ingestão de carnes, leites e ovos.

A propósito, do que se alimenta, mesmo, grande parte dos animais? De fontes vegetais. Por que, então, não ir direto à fonte – vegetal – e deixá-los – os bichos – viverem plenos e livres fora de nossos pratos?

Post anterior

Mutirão Criativo reúne marcas autorais em um charmoso quintal

Próximo post

Happy Hour Novotel Primavera traz Lyarah Live e DJ Gabi Paiva

O Autor

Bruno Reis

Bruno Reis

Publicitário, especialista em comunicação e turismo e idealizador da AUS DEM NORDEN (@oseuladonordico).

2 Comments

  1. Aline Tolotti
    18 de outubro de 2017 at 02:41 — Responder

    Aí que coisa mais linda! ❤️ #GoVegan

    • Bruno
      18 de outubro de 2017 at 18:32 — Responder

      Obrigado pelo carinho, Aline. Feliz que tenha gostado. #GoVegan

Deixa uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *