Concierge: Bruno Reis

LIBERDADE, LIBERDADE…

bruno-reis-revista-nove…Abra as asas sobre nós (bis)
E que a voz da igualdade
Seja sempre a nossa voz…

Assim ecoou o samba enredo da carioquíssima Imperatriz Leopoldinense, no carnaval de 1989, que inclusive a consagrou vitoriosa. Mas, se essa tal liberdade inspira até o maior espetáculo cultural do mundo, por que será que a gente tem dificuldade de exercitar, verdadeiramente, a liberdade nossa de cada dia, todos os dias? Porque não somos [é difícil escrever isso, mas é real] livres, de verdade, nenhum dia! Abre aspas: mas podemos ser! Fecha aspas.

Desde crianças somos ‘convidados’ a não mexer, a não comer – e também a comer, a não berrar, a obedecer, e a descer, a não demorar [no banho], a nos esfregar bem [sim, no banho] e por aí vai. E assim nos aprisionamos. É papel dos pais, sem dúvida, ensinar o que é certo, errado e o momento ‘mais adequado’ das coisas. E é evidente que, quando se vive em comunidade, o respeito à vontade e espaço de outrem sempre cai bem e, por vezes, é em razão dele que eles [os pais] agem assim. Mas mesmo com seu infinito amor, os pais pecam, porque seus avós também pecaram e, cada um de nós, quando e se chegar a hora, também pecará – eta ciclo vicioso difícil de se quebrar! Pecaremos, em um sentido absolutamente não religioso, pela – quase sempre falta de – liberdade. Afinal, só somos verdadeiramente livres quando podemos escolher, sem pressão social – e parental – o que é melhor para nós, ainda que tenhamos poucos anos de vida.

Arroz, feijão, batata frita, salada de alface e tomate e o ‘meu tão querido’ bife. Oi? Querido? E o café com leite e pão com manteiga? E o churrasco do final de semana? Bem, é inquestionável o favoritismo de muita gente por estes composês; eu mesmo já fui fã. Mas quantos de nós já paramos para pensar no sofrimento – sim – que o consumo de determinados ‘alimentos’ pode causar. E quantos sabem quais nutrientes e em que medida nosso corpo realmente precisa? E o que causa mal ao nosso corpo físico? Felizmente estudos tem apresentado e pessoas tem repercutido novas descobertas alimentares e mais conectadas com o homem, segundo as minhas crenças, em seu estado essencial: herbívoro e compassivo. Estaria havendo, pois, uma volta ao passado? Pouco provavelmente. Está havendo, muito possivelmente, um movimento que eu chamo, neste ensaio sobre a cegueira, de iluminação moral, social, econômica e, sem dúvida, ambiental. Isso sim é liberdade!

É interessante que o samba enredo da Imperatriz também fala de igualdade. E isso me faz lembrar a equidade apontada pelos dinamarqueses como valor fundamental para a sua sociedade íntegra e feliz. E, de verdade, é isso. Porque não parece possível haver retidão onde não haja, em medida equivalente, direitos e, acima de tudo, respeito pela diversidade, onde o indivíduo pratica e se beneficia – com justiça – do seu status moral, da sua unicidade e extraordinariedade, sendo livre para ser, quem, simplesmente, é. E feliz.

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O Autor

Bruno Reis

Bruno Reis

Publicitário, especialista em comunicação e turismo e idealizador da AUS DEM NORDEN (@oseuladonordico).

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